quarta-feira, 14 de outubro de 2009

India 1

Ok, a viagem para a India já está a ser planeada e marcada a todo o vapor. Comprar as passagens daqui para lá foi a parte fácil, começamos a ficar mais bloqueados quando tivemos de desenhar o nosso itinerário. É que, basicamente, nós queríamos ir a todo lado, mas não queremos andar a correr feitos turistas de agencia de viagens, e para completar o caldo só vamos 3 semanas quando seriam precisos pelo menos 3 meses para ver tudo o que queríamos ver. Mas finalmente, depois de muitas horas passadas com o guia da Lonely Planet na mão e o computador à frente, já estamos a conseguir desenhar a nossa rota.
A nossa viagem vai começar no Rajasthan, província do norte da India, uma das províncias Indianas mais ricas e interessantes.
Os detalhes do nosso percurso nesta zona a Marta já se encarregou de contar, por isso eu vou revelar alguns detalhes que fomos descobrindo.
Na zona de Jaipur, e além da cidade, vamos visitar uma série de aldeias meio perdidas no deserto. Com uma arquitectura rica e antiga, muitas casas destas aldeias encontram-se ornamentadas, no interior e exterior, com lindíssimos frescos dos quais já vimos algumas fotografias, e que fez crescer ainda mais a nossa curiosidade. A India não é Itália, mas pelas descrições que já lí esta zona circundante de Jaipur deve de ser a Florença Indiana.
Em Jaisalmer, junto ao Paquistão, vamos ter o nosso primeiro contacto com o deserto. Além da areia, pedras vermelhas e uma cidade única, vamos ter a oportunidade de privar com camelos e macacos pequenos que, pelo que me contou um amigo, descem das colinas sobre a cidade ao final do dia e cobrem quase por completo alguns monumentos. Com um bocado de sorte vamos finalmente provar alguma carne de macaco.
Como a Marta também já disse, vamos ficar a conhecer bastante bem o interior dos comboios Indianos, com algumas viagens superiores a 12h. O que a Marta não contou, é que enquanto esperamos pelo comboio, vamos ter de coabitar com pequenos roedores, vulgo ratos, que costumam habitar nas estações de comboios Indianas e que, pelo menos em Jaipur, são presença constante. Como só vamos ter de esperar 2 ou 3h pelos atrasados comboios não deve ser problema..., eu prometo que gravo alguns dos gritos da Marta que depois vou postar aqui!!!
E para já é isto. Se alguém tiver curiosidade em saber como se marcam viagens de comboio na India fica aqui o link para o site. A primeira marcação é uma aventura, mas depois de conhecermos todas estações que existem em cada cidade e conseguirmos adivinhar de qual delas parte o comboio que queremos apanhar as coisas quase se tornam fáceis.
Prometo que volto com mais detalhes incontáveis e, em viagem, fotografias.
Um abraço para os que ficam! :)

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Já a seguir

Pois, após uma pausa considerável de viagens dignas de registo, o caracol vai voltar a sair, e desta vez vai também a menina dos saquinhos...
Com a ideia que na próxima viagem haverão muitas horas de carris com tempo para escrever e organizar fotografias, a menina dos saquinhos fez-me prometer que vou colocar aqui algumas fotografias de viagens anteriores que nem mesmo ela alguma vez viu.
Não prometi, mas vou tentar.

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segunda-feira, 6 de abril de 2009

Poupar dinheiro nas companhias Low-cost


Um problema recorrente que quem procura viajar nas companhias aéreas Low cost (Ryanair, Easyjet, Clickair, Vueling, Blue Air, GermanWings...)é que quando marcamos uma viagem por 30€, essa viagem vai sempre acabar, no final das taxas e extras, pelo dobro. Assim, as férias baratas vão ficando menos baratas.
Taxas para a bagagem, seguros de viagem, embarque prioritário e toda uma panóplia de coisas que varia conforme a companhia. É antigo, mas só recentemente é que atingi o que penso ter sido o cumulo do problema. 
Marquei uma viajem pela Ryanair para Barcelona, para mim e para a Marta. Cada percurso ficou por 5€!!!, ou seja, para nós os dois, ida e volta, como não queremos levar bagagem nem nenhum dos outros extras, a viagem ficou por um total de 20€. Na hora de pagar a viagem, os 20€ transformam-se em 40€, tudo por causa das taxas para pagar com o cartão de crédito. Continuava barata, mas ao dobro do preço com metade do custo da viagem a ir para: NADA.
A única forma de não pagar estas taxas é efectuar o pagamento com cartão de débito. Eu até gostaria, acontece que nenhum dos nossos cartões de débito possui o obrigatório código de segurança CCV na parte de trás (ao contrário dos cartões de crédito que trazem todos o código). O Mbnet também funciona como cartão de crédito e por isso também não é alternativa viável. Após alguma pesquisa, descobri que em alguns países europeus é comum os cartões de débito serem emitidos com este código. Não é porém o caso de Portugal, ainda que eu tivesse lido algures, não consegui confirmar, que os cartões do Santander Totta são emitidos com o código. 
Enfim, mais alguma pesquisa e lá consegui descobrir uma forma de contornar esta questão e poupar uma pipa de massa. A dica descobri-a num forum português, mas não consegui mais encontrar o link. Dá algum trabalho mas compensa. No meu caso a poupança imediata foi de quase 20€! Aqui fica como fazer:

Ir a www.entropay.com e criar uma conta. O entro pay é uma formula de pagamento on-line muito semelhante ao nosso MBnet. A diferença é que enquanto o MBnet retira o dinheiro da conta, o entropay é um cartão que precisa de ser carregado, ou seja, é preciso fornecer um cartão de crédito e efectuar carregamentos. Para os mais desconfiados, podem usar o MBnet para carregar o Entropay

Então, entram no site www.entropay.com, e criam uma conta em libras (GBP). Para a criação da conta existem uma série de formalidade já habituais para os utilizadores
habituados a ferramentas de transacção electrónicas. No final de todas as confirmações, carrega-se o cartão entropay com o montante necessário, convém sempre colocar algum dinheiro mais por causa das conversões e respectivas taxas de cambio que podem variar. Depois de carregar o Entropay usem o numero do cartão e respectivos dados para pagar a viagem no site da companhia Lowcost, usando sempre a opção de cartão de débito no pagamento, e evitando assim as avultadas taxas. 

Abrir e manter uma conta Entropay é totalmente gratuito, a única coisa que a entropay irá cobrar é 4.95% sobre o valor de cada transacção. Ou seja, no meu caso tive de pagar à entropay 0,99€ em vez dos 20€ de taxas. Compensa...

Boas e viagens



Dicas para viajar

De volta aos posts, finalmente!

Decidi que esta era uma boa altura para voltar a publicar, e para partilhar alguma informação. 
Assim, vou passar a deixar aqui algumas dicas para viajar: dicas para poupar dinheiro e tempo, mas, essencialmente dinheiro. E para começar, acho que nada melhor do que uma dica sobre como poupar dinheiro com as companhias aéreas Low-cost. 

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Mais Tom Waits

Como sei que vai existir sempre alguém a queixar-se sobre a qualidade do vídeo do post anterior, aviso já que também posso implodir com Day after tomorow, Innocent when you dream, Make it Rain ou qualquer outra de um dos muitos álbuns editados desde o Swordfishtrombones em 1982. 
Assim, ficam vídeos com melhor resolução e som. 

Um detalhe só, se alguém bater palmas a meio de uma música como o Day after tomorrow, prometo que levo ferramentas e instrumentos à altura para resolver a situação...






Tom Waits na Europa

Já não é novidade para ninguém, mas Tom Waits voltou à estrada com a sua orquestra demoníaca, e vai também andar pelas estradas da europa nos próximos meses. O Marc Ribot não viaja, mas ainda assim não é evento de se perder. Os bilhetes para Espanha serão colocados à venda no dia 2 de Junho, e parece-me que eu vou viajar para ver o concerto no local mais estranho de toda a tour: San Sebastian, Espanha. 
Aceitam-se companheiros para a viagem de estrada. 
ab 
(nb: se Waits tocar Make it Rain com a eloquência do concerto abaixo não aconselho que fiquem junto a mim, posso explodir)




segunda-feira, 19 de maio de 2008

A Ilhas de Moçambique

No passado sábado pude ver as imagens que fiz à quase um ano atrás, quando andei 15 dias pelo Quénia e Moçambique.

Pensava que nunca mais iria publicar nada sobre essa viagem, o que me dava grande pena pois lembro-me ainda bem das fotografias que tenho, especialmente da Ilha de Moçambique, essa ilha com 3,5 km de comprimento e 500 metros de largura mas que carrega mais história e vida do que muitos países inteiros. Principalmente vida. Soube-me bem ver o programa e recordar a vida que aquela ilha carrega. Ver o miúdo com a raia gigante na cabeça, lembrar-me dos peixes coloridos e do marisco delicioso. Mas foi também rever a pobreza. É incrível como no mesmo programa se conseguiu ver Mombaça, que consideraríamos logo como uma cidade muito pobre, e logo depois a Ilha de Moçambique, tão pobre que não pode sequer ser comparada a Mombaça. Mas é claro, se quisermos procurar, ainda é possível encontrar lugares mais pobres ainda. Mas não é esse o objectivo. Prefiro lembrar-me das cores e das inúmeras crianças, com o pé descalço e a camisola rota mas sempre com um sorriso branco e feliz que sobressai na cara preta. Miúdos sempre dispostos a ajudar ou a dar uma corrida. O Jorge, que pode ser visto numa das fotografias com uma camisola vermelha e um sorriso aberto, foi o nosso guia durante todos os dias na Ilha. Impôs-se como nosso guia por entre pelo menos 30 crianças candidatas ao lugar. Impôs-se pela inteligência, deixava-nos respirar dos apertos para depois não nos largar, mas sempre de uma forma subtil. Fazia-o, como todos os outros, pelas pequenas “ajudas” que lhe dávamos. 

Mas sentiamos-nos bem e seguros. Ao contrário de Mombaça onde, para entrar com mais segurança na cidade velha, deixamos que o Manzu nos acompanhasse e guia-se, na Ilha sentiamo-nos  como em casa, quase mesmo em casa, não fosse ali faltar tudo. A Ilha de tão pequena torna-se num pequeno bairro, não vale a pena fugir a ninguém pois não há para onde fugir, só para quem vai embora da ilha. Também não há carros para quem quer fugir depressa. Quando muito algumas motas cortam as ruas onde deambulam pessoas e poucas bicicletas.

Deve de ser por isso que demora tanto tempo a entrar na ilha. Tempo é ali mesmo a palavra chave. Como o Gonçalo muito bem descreveu num pivot do programa, primeiro sentimos que nos enganamos, que aquele não é o sítio, parece um outro planeta, depois compreendemos o tamanho da Ilha, e então a Ilha é o mundo, e sendo o Mundo, não vale a pena sair dali.